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Urbanismo

Quatro mudanças estratégicas para cidades enfrentarem a crise climática

Estudo aponta ajustes em planejamento, governança e financiamento para ampliar a resiliência urbana diante de desastres e crescimento populacional.

02 de abril de 2026 por LIDE

sócia-diretora de infraestrutura da KPMG no Brasil, Tatiana GruenbaumTatiana Gruenbaum, sócia-diretora líder do segmento de Infraestrutura da KPMG no Brasil. (Foto: Divulgação)

A KPMG aponta quatro mudanças estratégicas para a transformação das cidades diante do aumento de desastres naturais associados às mudanças climáticas e do crescimento populacional sem infraestrutura e governança suficientes. As recomendações integram a publicação “Blueprint for Livable Economies”, que apresenta um plano para centros urbanos projetarem, financiarem e entregarem resultados de forma integrada.

Entre as diretrizes, o estudo indica a necessidade de sair da avaliação de ativos isolados para resultados integrados, com estruturas espaciais que definam áreas prioritárias de crescimento e alinhem investimentos a uma visão comum de habitabilidade. Também propõe substituir a entrega fragmentada por sistemas colaborativos, reunindo agências públicas, parceiros privados e comunidades em torno de objetivos compartilhados.

Outra mudança sugerida é a migração de modelos de financiamento pontuais para investimentos de longo prazo, com programas estratégicos e plurianuais que antecipem transformações demográficas, tecnológicas e climáticas. Por fim, o documento recomenda abandonar decisões desconectadas da governança e adotar modelos com responsabilidades alinhadas, com monitoramento por meio de indicadores econômicos, sociais e ambientais.

“O desafio não é a falta de ambição ou financiamento, mas sim como as decisões são tomadas, os investimentos são estruturados e a entrega é governada e coordenada”, afirma Tatiana Gruenbaum, sócia-diretora líder do segmento de Infraestrutura da KPMG no Brasil.

A publicação também aponta que as mudanças podem gerar benefícios em três frentes. Em pessoas e lugar, destaca a melhoria da qualidade de vida, a ampliação da infraestrutura social e dos serviços acessíveis, além do fortalecimento da segurança e da inclusão cultural.

Na economia, o estudo indica potencial de crescimento inclusivo com expansão da captura de valor da terra, apoio a pequenas e médias empresas e estímulo a setores estratégicos, além da adoção de sistemas circulares e soluções baseadas na natureza.

Em infraestrutura, recomenda a modernização de redes e utilidades, a expansão da infraestrutura digital pública e a melhoria da conectividade, com modelos de governança mais adaptáveis e orientados a valor.