Geração Z valoriza home-office, Millennials bônus, Baby Boomers inovação: veja o que realmente importa no emprego
Diferenças geracionais redesenham prioridades no trabalho e levam empresas a equilibrar remuneração, flexibilidade e propósito para atrair e reter talentos.
Diferenças geracionais redesenham prioridades no trabalho e levam empresas a equilibrar remuneração, flexibilidade e propósito para atrair e reter talentos. (Foto: Freepik)
O salário voltou a liderar as decisões dos trabalhadores brasileiros, mas já não é o único fator que determina a entrada ou a permanência em uma empresa. Pesquisa da Serasa Experian com 1.521 profissionais mostra que 33,1% consideram a remuneração o principal critério — um aumento de dois pontos percentuais em relação a 2023. O dado reflete o impacto das pressões econômicas sobre o custo de vida e reforça que o dinheiro continua sendo a porta de entrada mais forte no mercado de trabalho.
Apesar disso, benefícios, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e senso de propósito vêm ganhando peso na retenção dos funcionários. Estabilidade e plano de carreira, antes prioridades absolutas, perderam relevância, indicando que os trabalhadores buscam agora pacotes de condições que combinem remuneração, qualidade de vida e oportunidades de desenvolvimento.
A análise por geração revela nuances importantes. Enquanto a Geração Z valoriza a flexibilidade do home office, os Millennials destacam bônus e remuneração variável, a Geração X prioriza autonomia e os Baby Boomers valorizam o contato com novas tecnologias e o compromisso das empresas com diversidade. Entre os profissionais mais experientes, 8,8% apontam inovação e novas metodologias de trabalho como critério relevante — percentual superior ao observado nas demais gerações. O senso de propósito também tem maior peso entre a Geração X e os Baby Boomers, reforçando a importância de fatores intangíveis na retenção.
Andre Purri, CEO da HRTech Alymente, destaca que essas mudanças vão além da remuneração imediata. “Os trabalhadores não escolhem mais apenas pelo salário. Benefícios, flexibilidade e alinhamento com os valores da empresa são decisivos para engajar e reter talentos”, afirma.
O mercado de trabalho brasileiro passa por uma transição: de uma lógica centrada exclusivamente em remuneração e estabilidade para um modelo mais híbrido, no qual qualidade de vida, benefícios e propósito se tornam elementos estratégicos para manter profissionais engajados e reduzir o turnover.