Fila faz do Brasil seu laboratório global de inovação em tênis de corrida
Operação brasileira da marca, administrada pelo Grupo Dass, ganha protagonismo mundial ao desenvolver tecnologias próprias para calçados de performance, impulsionada pelo avanço da corrida de rua e pelo crescimento de 12% registrado em 2025.
Operação brasileira da marca ganha protagonismo mundial ao desenvolver tecnologias próprias para calçados de performance. (Foto: Divulgação)
O mercado brasileiro de corrida de rua deixou de ser apenas um importante destino para os produtos da Fila e passou a influenciar diretamente a estratégia global da marca. Sob gestão do Grupo Dass, a operação nacional consolidou-se como um centro de desenvolvimento tecnológico, criando soluções que hoje abastecem outros mercados e aproximam o Brasil da matriz sul-coreana e do centro global de inovação da empresa, na China.
O principal exemplo dessa mudança é a plataforma de amortecimento Sky Foam, desenvolvida ao longo de dois anos e lançada em 2026 no modelo SpeedRocker. A tecnologia foi concebida em parceria entre as equipes brasileira e asiática e inaugura uma nova fase em que o conhecimento produzido no país passa a integrar o portfólio global da Fila.
A estratégia acompanha a expansão da marca no segmento de corrida. Em 2025, a Fila cresceu 12% no Brasil, acima da média histórica de 4% ao ano, desempenho atribuído aos investimentos em inovação e ao fortalecimento da categoria de performance. "O Brasil é hoje o mercado mais avançado da Fila em tecnologia e performance para corrida", afirma Adriana Magalhães David, diretora de branding e marketing da Fila Brasil.
Os próximos lançamentos já estão em desenvolvimento. Um novo produto chega ao mercado ainda em agosto e outro, previsto para 2027, será voltado à elite da corrida e do triatlo, com a expectativa de se tornar um lançamento global. A parceria com o Ironman — competição patrocinada pela Fila no Brasil — também fará parte dessa estratégia de validação tecnológica.
Além de desenvolver soluções para a companhia, a operação brasileira exporta projetos de modelos como Carbon Race, Speed e Speedzone, que são reproduzidos em outros mercados. Como barreiras logísticas e tributárias dificultam a exportação dos calçados produzidos no país, o principal ativo transferido é a propriedade intelectual desenvolvida pelas equipes locais.
A corrida de rua tornou-se o principal vetor de crescimento da Fila no Brasil, superando categorias como lifestyle, treino e tênis de quadra. A empresa também amplia seus investimentos no trail running, segmento que, embora ainda menor no país, vem registrando crescimento de dois dígitos e faz parte da estratégia de expansão da marca.